quinta-feira, 19 de setembro de 2013

E agora? Qual escola?



Esse período do ano já começa a busca dos pais por escolas. E sempre fica o questionamento: qual a melhor escola para o meu filho? Quando me perguntam isso no consultório, sempre respondo aos pais que a melhor é aquela que se encaixa nas necessidades que eles têm.

O ideal é ir até a escola, conhecer o espaço físico, a metodologia, a equipe, obter referências com outros pais que já tem filhos estudando lá, e ai sim perceber qual está mais no perfil do que você deseja para seu filho, afinal cada um tem suas próprias concepções, e o que é bom para um nem sempre é para o outro. Porém existem alguns itens básicos que precisam ser levados em consideração sempre, como higiene, segurança, embasamento teórico, equipe capacitada. E quando a criança já é um pouco maior, ouvir sua opinião também é extremamente relevante.

Ontem fui a duas escolas, uma para conhecer e outra para fazer o acompanhamento dos meus clientes de consultório. Totalmente diferente uma da outra, em localidades distintas, mas ambas me agradaram bastante. 

A primeira é  relativamente nova (tem apenas 4 anos), escola de bairro, mas muito aconchegante. O ambiente, apesar de pequeno, é bem organizado, a equipe muito receptiva e estruturada, com concepções metodológicas pautadas no sócio construtivismo, apesar de ainda estarem buscando uma consolidação de sua metodologia. Acredito que eles têm tudo para crescer.

A segunda é uma escola pela qual tenho grande admiração e carinho, que cada dia vem crescendo mais. Eles estão sempre em busca de se aperfeiçoar, acompanhando as novidades em educação e em tecnologia, o que é um grande diferencial. Além de desenvolver um trabalho muito bom com as crianças que tem dificuldade de aprendizagem, isso, sem dúvida, enche meus olhos em uma escola. Hoje em dia a escola que não se adapta para receber um aluno que tem dificuldade, está totalmente fora do contexto. Esse deve ser um item muito importante na busca por uma escola, pois dificuldade não é só um TDAH, ou uma dislexia, mas dificuldade também pode ser, por exemplo, um comprometimento emocional, que faz com que esse aluno não apreenda bem os conteúdos. E são poucas as escolas que realmente entendem isso. Afinal somos ou não somos um ser biopsicossocial?

Então, duas escolas diferentes, mas que atendem a contento a necessidade de seu público, cada uma a sua maneira.

 Ao procurar uma escola é primordial se informar bastante antes, para que faça a escolha certa para o seu filho. É claro que não vai existir a perfeita, mas vai ter aquela que melhor atende aos seus anseios.

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